Encontro debate Formação Cultural da Identidade Surda

Encontro reuniu gestores, especialistas, professores e pessoas surdas num momento cheio de propostas e socialização de experiências

Por Rose Albuquerque

O dia 26 de setembro é o Dia do Surdo. Para marcar essa data, a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes vem desenvolvendo diversas atividades alusivas às práticas que permitem a inclusão social dessas pessoas nos diversos serviços oferecidos pela gestão. Nesta quinta-feira (24), na Faculdade Metropolitana, em Piedade, gestores e professores da rede municipal de ensino, junto com estudantes surdos e especialistas se reuniram para debater a Formação Cultural da Identidade Surda.

O encontro aconteceu em dois momentos: uma palestra sobre “Por que Educação Bilíngue para surdos?” com a professora da Universidade Católica de Pernambuco, Wanilda Maria Alves Cavalcanti e com o pesquisador Antônio Henrique Coutelo de Moraes, também da Unicap. Em seguida, teve uma mesa redonda em que a professora da rede municipal de ensino, Ângela Barbosa, falou sobre “Letramento e Surdez”; e a intérprete de Libras, Rafaela Santos, falou sobre “Um olhar pedagógico da função do intérprete”.

Além de ressaltar os números que indicam o percentual de brasileiros surdos que ainda estão fora da escola, Wanilda Maria Alves Cavalcanti chamou a atenção para a legislação específica que trata sobre a temática. “Nossa legislação prevê uma escola bilíngue que garanta a aquisição da aprendizagem para quem é surdo, como é oferecida para quem é ouvinte. Mas as escolas precisam se adequar. E nossa expectativa é que Jaboatão vá mostrar algo novo para Pernambuco”, afirmou.

Francisco Amorim, secretário Executivo de Educação, falou sobre os números atuais da educação em Jaboatão. “Dentre os 56 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino, temos cerca de 900 com algum tipo de deficiência, e entre estes, 80 são surdos. A Prefeitura tem 70 intérpretes de Língua Brasileira de Sinais – Libras, que atendem esse número. O nosso desafio é melhorar a aprendizagem dos surdos, com uma educação inclusiva e de qualidade”, destacou Amorim.

Ele ainda ressaltou que encontros como este são importantes para definir os passos que serão dados para superar este desafio. “Estamos aqui para ouvir professores, especialistas e os próprios surdos para construirmos e oferecermos espaços como uma escola integrada”, completou.

Já Marcelo Gadelha, secretário Executivo de Direitos Humanos, Políticas sobre Drogas e Juventude, destacou que “o desenvolvimento integral do ser humano passa exclusivamente por uma escola inclusiva de qualidade, já que a exclusão social dessas pessoas começa em casa, com pais que não se comunicam com seus filhos com a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Então, esse papel é transferido para a escola, que deve se preparar para recebê-las desde a primeira infância. Assim, o desenvolvimento humano do surdo não será adiado”.

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